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Pote e chiclete
Erick Vicente
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Sobre o balcão brilha em multicores o pote de doces. Se destaca das latas ocas de mantimentos e do suporte de temperos. O chiclete é o mais bonito entre as balas de caramelo, os pirulitos e as sete-belos.
O menino observa sedento. Deixa escorrer a baba pelo o queixo. Ignora a chupeta, deseja o chiclete na impaciência de seus gestos. Mas como possuí-lo, se o balcão é inalcançável? Como mastigá-lo, se não há dentes nascidos?



